De A a Zola

Livro com capa roxa e texto amarelo e branco, com figura humana em preto sobre madeira.
  • Livro com capa roxa e texto amarelo e branco, com figura humana em preto sobre madeira.
  • Duas capas de livro púrpura com imagens estilizadas e texto amarelo e branco

Flores Bravias e Outras Histórias, de Erskine Caldwell

16,50 €
IVA incluído.

Flores Bravias e Outras Histórias

Autor: Erskine Caldwell

Tradução e selecção: José Luís Almeida

Editora: Snob

280 páginas 

Ano: 2026

 

Erskine Caldwell (EUA 1903 - 1987) é considerado um dos grandes escritores americanos.

Flores Bravias e Outras Histórias traz-nos 30 contos de Erskine Caldwell, seleccionados e traduzidos por José Luís Almeida, escritos entre 1930 e 1941. Todos muito diferentes entre si pretendem, ainda assim, fazer um caminho por todos os temas que interessaram Caldwell e o fizeram escrever. Hoje, quase cem anos depois, permanecem actuais. Numa época em que a intolerância parece espalhar-se como uma epidemia precisamos de ler e pensar na denúncia que Caldwell aqui faz mostrando o que de mais negro o humano é capaz.

Caldwell é o escritor da parte mais negra da América do Norte. Começa a escrever em 1929, ano do crash da bolsa de NY, acontecimento que lança o país numa miséria profunda. Os homens e mulheres do interior do país são abandonados à sua sorte. O interior dos Estados Unidos fica sem nada. Não há comida, há muita especulação, o clima é pouco propício às plantações. É esse país que Caldwell encontra e descreve. O país que está nos antípodas do Sonho Americano. O país dos vencidos, dos doentes, um país onde a humanidade é posta à prova e onde surgem as figuras mais estranhas e obscuras. Todas as personagens de Caldwell incomodam, causam desconforto.

Ainda muito jovem, Caldwell decide ser escritor. Percebe rapidamente que não é possível ser escritor enquanto experimenta ser outra coisa qualquer. Assim, muito jovem, torna-se escritor, decidindo nunca mais tentar ser algo diferente. Durante dez anos passou fome e frio, viveu com muitas dificuldades, enviou centenas de contos para dezenas de revistas para conseguir sobreviver. Criou-se enquanto escritor. Viveu anos com as personagens a crescer na sua cabeça, imaginou-as, conviveu com elas, pensou-as. Caldwell foi um activista pelos direitos das minorias, criou personagens femininas independentes, fortes e lutadoras ao mesmo tempo que denunciou os maus tratos a pessoas racializadas, tratadas como se ainda estivessemos em plena época da escravatura.

Não há empatia com as personagens de Caldwell. Elas não nos são simpáticas, épicas, grandiosas. Nada em Caldwell o é verdadeiramente. Aqui não há heróis no clássico sentido da palavra. Há sobreviventes. Há pessoas sem estereótipo que sobrevivem a uma América racista, exploradora e preconceituosa. 

Marca Snob
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